| aFOTOGRAFIA ( @ 2007-12-04 14:30:00 |
Uma fotografia é uma mentira
Uma fotografia é uma "mentira" pois reproduz um momento estático, e a vida decorre numa dimensão dinâmica. Nós não temos consciência dessa sucessão ininterrupta de momentos, que a fotografia "congela". Que interpretação podemos fazer de um desses momentos enquanto parte constituinte da vivência "animada" que é o nosso quotidiano? Seguramente, não temos capacidade/ferramentas para avaliar tal singularidade. (...) Que intuições podemos ter da existência num mundo apenas com duas dimensões? E porque diremos frequentemente: - Eu não gosto de me ver nas fotos. Fico mal. Será apenas por uma questão cultural ou também porque a foto retrata uma situação anormal para a nossa natureza dinâmica?!
O paradigma desta não-aceitação/ não reconhecimento, acontece perante uma foto daquilo a que podemos chamar “um momento de transição”, momento de transição entre dois momentos “normais” que mais não será do que uma pose grotesca, resultante de um qualquer trejeito do rosto ou posição ridícula do corpo (seguramente, uma vez mais, as construções culturais marcam lugar dificultando a discussão deste assunto).
E se uma fotografia é uma mentira, uma fotografia monocromática será uma dupla "mentira" pois não vivemos nem vemos o mundo dessa forma. É mais fácil conquistar a admiração do espectador com uma foto a P&B do que com uma policromática. Isto, porque o P&B recria um outro mundo, um mundo que não existe. Daí, também, a nossa natural predisposição para apreciar/valorizar a fotografia monocromática em detrimento da colorida, que "apenas" reproduz o real (no que concerne à forma como o vemos). É mais fácil fazer fotografia a P&B do que a cores! Causar espanto e admiração apenas reproduzindo o real, não é notório.
efe. 2007-02-04 16:50 in Fórum do Canal Fotografia
Se aponto a máquina para uma pessoa, recebo um olhar interrogador ou vira a cara e afasta-se. Mas se a aponto para uma multidão, sorriem e acotovelam-se para garantir enquadramento. Porque será?
Uma fotografia é uma "mentira" pois reproduz um momento estático, e a vida decorre numa dimensão dinâmica. Nós não temos consciência dessa sucessão ininterrupta de momentos, que a fotografia "congela". Que interpretação podemos fazer de um desses momentos enquanto parte constituinte da vivência "animada" que é o nosso quotidiano? Seguramente, não temos capacidade/ferramentas para avaliar tal singularidade. (...) Que intuições podemos ter da existência num mundo apenas com duas dimensões? E porque diremos frequentemente: - Eu não gosto de me ver nas fotos. Fico mal. Será apenas por uma questão cultural ou também porque a foto retrata uma situação anormal para a nossa natureza dinâmica?!
O paradigma desta não-aceitação/ não reconhecimento, acontece perante uma foto daquilo a que podemos chamar “um momento de transição”, momento de transição entre dois momentos “normais” que mais não será do que uma pose grotesca, resultante de um qualquer trejeito do rosto ou posição ridícula do corpo (seguramente, uma vez mais, as construções culturais marcam lugar dificultando a discussão deste assunto).
E se uma fotografia é uma mentira, uma fotografia monocromática será uma dupla "mentira" pois não vivemos nem vemos o mundo dessa forma. É mais fácil conquistar a admiração do espectador com uma foto a P&B do que com uma policromática. Isto, porque o P&B recria um outro mundo, um mundo que não existe. Daí, também, a nossa natural predisposição para apreciar/valorizar a fotografia monocromática em detrimento da colorida, que "apenas" reproduz o real (no que concerne à forma como o vemos). É mais fácil fazer fotografia a P&B do que a cores! Causar espanto e admiração apenas reproduzindo o real, não é notório.
efe. 2007-02-04 16:50 in Fórum do Canal Fotografia
Se aponto a máquina para uma pessoa, recebo um olhar interrogador ou vira a cara e afasta-se. Mas se a aponto para uma multidão, sorriem e acotovelam-se para garantir enquadramento. Porque será?