| aFOTOGRAFIA ( @ 2006-08-09 14:39:00 |
Os Puristas e o Digital
Sob o Título “Ansel Adams Seria Digital”, José Antunes publicou na Actual (jornal Expresso de 5Ago.2006) um interessante artigo em que se debruça sobre o tema deste post. Ignorei alguns aspectos descritivos e as referências mais “comerciais” ao software recentemente lançado pela Adobe e transcrevi aquilo que me pareceu mais importante sobre o assunto.
“Em 2003, Peter Lewis, um jornalista da revista “Fortune”, numa entrevista a Richard LoPinto, vice-presidente da Nikon, perguntou-lhe se Ansel Adams, um dos nomes mais populares do universo fotográfico, sempre olhado como um purista pelos defensores da película, teria usado sistemas digitais. A resposta de LoPinto foi (e estava-se em 2003) peremptória: Ansel Adamas teria adorado. De facto, afirmou, estaria na dianteira dessa revolução.
Durante a entrevista, o responsável da Nikon sugeriu mesmo que Rembrandt e Picasso e muitos outros artistas famosos, se fossem vivos, não resistiriam à ideia de experimentar tecnologia digital.
(...)
A verdade é que, ao catalogarmos Ansel Adams como um fotógrafo de paisagem e preto e branco, se criou a ideia errada de que o seu trabalho reflecte uma realidade que o fotógrafo se limitou a captar. Infelizmente para os que tal defendem – puristas que se exacerbam ante a simples menção da palavra Photoshop -, o que mais depressa ressalta do trabalho de Adams acaba por esconder a sua vocação experimentalista: o fotógrafo gostava de experimentar. Por isso mesmo trabalhou continuamente com empresas como a Polaroid, testando os materiais negativo/positivo da marca, e ao longo da carreira usou variado equipamento...
(...)
Ansel Adams era um ávido investigador das possibilidades de diferentes equipamentos.
Afinal, é dele a afirmação, em 1981, de que espera «avidamente novos conceitos e processos. Acredito que a imagem electrónica será o próximo grande passo. Esses sistemas terão as suas características estruturais, e os artistas e utilizadores práticos terão, de novo, de tentar compreender e controlá-los».
A afirmação sugere uma mente mais aberta do que a de quantos, ainda hoje, acham que os sistemas digitais são uma moda e que voltaremos, um dia, à película. ...”


Sob o Título “Ansel Adams Seria Digital”, José Antunes publicou na Actual (jornal Expresso de 5Ago.2006) um interessante artigo em que se debruça sobre o tema deste post. Ignorei alguns aspectos descritivos e as referências mais “comerciais” ao software recentemente lançado pela Adobe e transcrevi aquilo que me pareceu mais importante sobre o assunto.
“Em 2003, Peter Lewis, um jornalista da revista “Fortune”, numa entrevista a Richard LoPinto, vice-presidente da Nikon, perguntou-lhe se Ansel Adams, um dos nomes mais populares do universo fotográfico, sempre olhado como um purista pelos defensores da película, teria usado sistemas digitais. A resposta de LoPinto foi (e estava-se em 2003) peremptória: Ansel Adamas teria adorado. De facto, afirmou, estaria na dianteira dessa revolução.
Durante a entrevista, o responsável da Nikon sugeriu mesmo que Rembrandt e Picasso e muitos outros artistas famosos, se fossem vivos, não resistiriam à ideia de experimentar tecnologia digital.
(...)
A verdade é que, ao catalogarmos Ansel Adams como um fotógrafo de paisagem e preto e branco, se criou a ideia errada de que o seu trabalho reflecte uma realidade que o fotógrafo se limitou a captar. Infelizmente para os que tal defendem – puristas que se exacerbam ante a simples menção da palavra Photoshop -, o que mais depressa ressalta do trabalho de Adams acaba por esconder a sua vocação experimentalista: o fotógrafo gostava de experimentar. Por isso mesmo trabalhou continuamente com empresas como a Polaroid, testando os materiais negativo/positivo da marca, e ao longo da carreira usou variado equipamento...
(...)
Ansel Adams era um ávido investigador das possibilidades de diferentes equipamentos.
Afinal, é dele a afirmação, em 1981, de que espera «avidamente novos conceitos e processos. Acredito que a imagem electrónica será o próximo grande passo. Esses sistemas terão as suas características estruturais, e os artistas e utilizadores práticos terão, de novo, de tentar compreender e controlá-los».
A afirmação sugere uma mente mais aberta do que a de quantos, ainda hoje, acham que os sistemas digitais são uma moda e que voltaremos, um dia, à película. ...”

